"Vós que lá do vosso império,
Prometeis um mundo novo:
Calai-vos que pode o povo
Querer um mundo novo a sério."
Quadra do grande poeta António Aleixo. Lembrei-me dela a propósito da última cimeira dos poderosos do G-8. Entre os temas abordados, esteve a crise alimentar e a fome no Mundo. Se alguém como Gandhi fosse o anfitrião, não me surpreenderia nada que no final dos trabalhos, Bush, Sarkozy, Medvedev, Berlusconi, Fukuda, Merkel e os restantes, encontrassem uma mesa com um jarro de água e uns pãezinhos, para que, mesmo de uma forma simbólica e pontual, dessem a entender que sentiam o que tinham estado a discutir. Mas não: o jantar tinha 20 (!) pratos, todos eles requintadíssimos e caros. Isto logo a seguir a terem discursado sobre os milhares de crianças que morrem à fome no 3º Mundo. Sabemos que não sabem, ou não querem, resolver os problemas mais prementes do mundo, principalmente os dos mais pobres: mas pelo menos disfarcem, dêm a entender que se importam, um pouco.
Senão, imagino agendas das próximas cimeiras do G-8:
- "Implementação de programa de protecção de espécies animais em extinção" (jantar com sopa de tartaruga da Amazónia e filetes de panda);
- "A cooperação e a paz mundial" seguido de intervenção de George W. Bush acerca do escudo de mísseis norte-americano. O 1º tema é patrocinado pelo fabricante de caças Lockeed e pelo construtor de mísseis Matra.
- "Desenvolvimento de energias alternativas". Oradores: J.Sears (Shell), P.Morgan (Texaco Oil) e H. Oliver (Gulf Oil);
Termino como comecei, com Aleixo:
"Só quando a hipocrisia
Cair do seu pedestal,
Nascerá, dia após dia,
Um sol p´ra todos igual."
sábado, 12 de julho de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Arqueologia e silêncio
Sou péssimo a recordar datas. Mas creio que terá sido em 1981, o acampamento de verão em Lamas de Mouro, perto de Castro Laboreiro. Na vila havia um Padre, Aníbal, de seu nome, que era um historiador e arqueólogo conhecido. As homilias eram incríveis: qualquer texto do Evangelho era pretexto para imediatamente passar para a história de Castro Laboreiro, mais parecendo que nos encontravamos numa aula de arqueologia do que numa missa. O certo é que todos ficamos, na altura, com uma costelinha de arqueólogos. Bem, no final do acampamento, eu e mais três caminheiros resolvemos não regressar com os outros na camioneta e optamos por ficar mais uns dias no local, com o intuito de aproveitar para conhecer melhor a serra. Eu já não me andava a sentir lá muito bem, mas a desgraça veio no primeiro dia em que ficamos sózinhos: fiquei com fortíssimas dores de barriga, cheio de vómitos e outras coisas tais. Na mesma altura descobri a razão: o riacho donde bebíamos água tinha já, a montante, trechos estagnados! Foi muito giro: alternava entre o vomitar, o agarrar a barriga e o ...Bem, a certa altura, estando eu sózinho a praticar a primeira das referidas coisas, reparei em algo enterrado que assomava ligeiramente à superfície! Quando consegui parar a desagradável tarefa, fui investigar: era algo cerâmico, de barro grosseiro. Vieram-me à memória as homilias arqueológicas do Padre Aníbal e como ele afirmara haver por ali muitos achados arqueológicos. Comecei a escavar a terra dura com as mãos. Parecia um objecto grande. De cinco em cinco minutos interrompia a escavação, ora para vomitar, ora para...Á medida que ia escavando à volta do objecto, a minha expectativa ia crescendo: apresentava uma forma muito esquisita, com uma curvatura muito pronunciada e parecia inteiro. Antevia os jornais: "escuteiro descobre vaso etrusco com 3.000 anos, intacto". Tive de interromper a escavação por diversas vezes para...pois. Mas, após algum tempo e esforço, finalmente a peça já se podia mover. A excitação estava no auge: puxei com força e a peça finalmente viu a luz do dia. E era, nem mais nem menos... um sifão de sanita, dos antigos, em barro...Os sonhos de glória ficaram logo ali. Nem os meus três amigos entenderam a minha decepção, porque me gozaram o resto do dia.
Bem, mas se me recordo bem desta história, algo nesta altura me marcou muito mais profundamente: o silêncio que ficou após a partida das pessoas do agrupamento. Depois de uma semana a dar no duro, a trabalhar para a miudagem, na mente de nós quatro estava um merecido descanso, passeio e boa-vida. Mas para cada sítio que olhavamos, recordavamos como ainda há pouco fervilhara de vida, de alegria, de gente. Parecia um filme: nos locais, agora vazios, revíamos, no nosso imaginário, as caras, os risos, as correrias, os sons. Evidentemente que conversamos, que gracejamos, que cantamos, mas o silêncio era mais forte. O silêncio da ausênca, de saudade da felicidade vivida, da nostalgia. Aguentamos lá mais um dia. Depois fugimos a sete pés. Tinhamos muito pouco geito para ermitas, mesmo numa congregação a quatro.
Bem, mas se me recordo bem desta história, algo nesta altura me marcou muito mais profundamente: o silêncio que ficou após a partida das pessoas do agrupamento. Depois de uma semana a dar no duro, a trabalhar para a miudagem, na mente de nós quatro estava um merecido descanso, passeio e boa-vida. Mas para cada sítio que olhavamos, recordavamos como ainda há pouco fervilhara de vida, de alegria, de gente. Parecia um filme: nos locais, agora vazios, revíamos, no nosso imaginário, as caras, os risos, as correrias, os sons. Evidentemente que conversamos, que gracejamos, que cantamos, mas o silêncio era mais forte. O silêncio da ausênca, de saudade da felicidade vivida, da nostalgia. Aguentamos lá mais um dia. Depois fugimos a sete pés. Tinhamos muito pouco geito para ermitas, mesmo numa congregação a quatro.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Homenagem
Gosto desta música. Mal a ouvi pela primeira vez, senti que ia entrar na minha galeria particular de músicas preferidas. É uma música calma mas cheia de força, com a voz rouca, por vezes quase desafinada, da Brandi Carlile. É curioso que se intitula "The story". Coincidências... E esta música vem mesmo a propósito para servir de pretexto para uma homenagem pessoal a uma boa amiga. Uma amiga que está presente na minha vida há mais de trinta anos. Que partilhou comigo alegrias e tristezas, vitórias e derrotas. Que quase diariamente priva comigo. Sempre que passo alguns dias sem ela, sinto saudades e anseio o reencontro. Sei de amigos meus que partilham este sentimento por ela. O Berto e o Amadeu, por exemplo. Às vezes, quando acampamos (nessas alturas não a temos connosco), falamos dela e de como cada um de nós viverá o reencontro. Já o Zé Pinto não a suporta. Creio que nunca lhe deu uma oportunidade de mostrar os seus encantos. A minha mulher não desgosta dela, embora eu sinta ciúmes em a partilhar. Quero-a só para mim. Não admira: nunca me deixou mal disposto e até já me alegrou...
Assim sendo, proponho um brinde: deixem o preço de petróleo trepar, o arroz disparar, as acções colapsar, mas que nunca falte a amiga CERVEJA para celebrar. Bem, para não deixar mal o carácter pedagógico (presunçoso) deste blogue, acrescento: beber, mas com moderação. Há pequenos prazeres na vida que só o são enquanto somos nós que os controlamos. Se são eles que nos controlam, se nos tornamos dependentes, aí vai-se o gozo e vem a tristeza. E deixamos de ter motivos para rir ...com os pequenos prazeres da vida!
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Quando o arco-irís parece muito distante
Nunca me esqueci daquela história que li num livro para Guias de Patrulha: "Perguntaram a três pedreiros que construíam uma catedral, o que faziam ali. O primeiro respondeu - arrasto pedras. O segundo afirmou - ganho dinheiro para alimentar a minha família. O terceiro disse, com um sorriso e ar sonhador - construo a catedral mais bonita que o mundo já viu". Creio que nunca pensei como o primeiro pedreiro. Geralmente, penso como o segundo. Raramente consigo sentir o que sentia o terceiro. Para grande pena minha. Às vezes ponho-me a imaginar o que sentirá um escritor ao terminar um livro que irá correr o mundo nas mãos de leitores ávidos de conhecer o seu desfecho. Ou a sensação de um cineasta ao verificar como as pessoas, ao verem o seu filme, riem, choram, sustêm a respiração e no final, à saída, se mostram tocadas pela magia que sentiram naquele par de horas. Ou ainda um pintor ou um escultor, ao terminarem a sua obra-prima. Um médico ao salvar uma vida. Um político, um activista, ao lograrem implementar algo que terá um impacto positivo na vida de muitas outras pessoas. Diga-se o que se disser, na esmagadora maioria das vezes, a realização dos nossos sonhos implica fé, trabalho e a disposição para correr riscos. E às vezes sentamo-nos, embalados pelo nosso realismo, estabilidade e conforto, a olhar o arco-íris...ao longe.
domingo, 1 de junho de 2008
Línguas mortas, palavras vivas
A pequena e simples hitória que vou contar, não me foi contada, já que eu estava presente. Tratava-se de um seminário ao qual assistiam cerca de 250 pessoas. O tema era a segunda encíclica de Bento XVI, intitulada "Spe salvi". Será escusado traduzir, porque os poucos (mas bons) leitores deste blogue saberão de imediato que quer dizer "Salvos na esperança", uma vez que o latim é uma língua que dominam plenamente desde pequenos. Eu, por exemplo, lembro-me perfeitamente quando, em criança, após me ter portado mal, a minha mãe ao dar-me uma sapatada, me dizia: "a teneris consuescere multum est" (de pequenino se torce o pepino), ao que eu, choroso, respondia "ab alio spetes alteri quod feceris" (quem faz o mal, espere outro tal). O latim, hoje uma língua morta, tornou-se através da Igreja a língua dos académicos e filósofos medievais europeus e é, ainda hoje, a língua oficial da Cidade do Vaticano. Mesmo as personalidades que visitam o Vaticano falam em latim. George Bush, por exemplo. Na última visita apercebi-me perfeitamente do Santo Papa ter dito a Bush: "non in solo pane vivit homo". A que Bush respondeu, num latim fluente, com uma pequena pronúncia texana: "qui nescit dissimulare, nescit regnare". Bem, voltemos à hitória e às coisas sérias. Como já referi, do lado de baixo estavam os tais 250 leigos (termo giro, este). A presidir à sessão, dois Bispos Auxiliares. Um dos Bispos procedeu a uma dissertação sobre a encíclica e, em seguida, passou-se a um período para colocação de questões sobre o tema, que seriam respondidas seguidamente pelo Bispo. Iam as questões a meio, quando uma senhora de idade se levanta e diz: "estou com dificuldades no meu casamento. O Sr. Bispo podia-me dizer alguma coisa?" A plateia ficou silenciosa e embaraçada. Ao mesmo tempo fiquei curioso: que iria o Bispo dizer? Eu digo-vos o que disse: rigorosamente nada. Nem uma palavra. Era como se a senhora não tivesse nunca feito a pergunta ou não existisse. Pensei no que ela deverá ter sentido. Se calhar apercebeu-se de que a questão fora totalmente despropositada e ficou cheia de vergonha, pensando que não era digna sequer dum comentário. Ou então, que o seu problema era irrelevante para os outros. Confesso que esperava do Bispo outra atitude. Um simples "é preciso ter esperança" ou "falo consigo lá fora" ou "vou rezar pelo seu casamento". Mas, reflectindo melhor, se calhar esperava mesmo o silêncio. Porque a grande maioria dos mortais, há medida que sobe na hierarquia, vai-se tornando mais distante, mais importante, e já não tem tempo, nem paciência, para os pobres e os ignorantes. O seu tempo é para ser gasto com outra gente importante como eles, ou para estudar latim ou encíclicas. Confesso que nada sei de latim; pouco sei das difíceis encíclicas de Bento XVI. Mas sei que o Homem mais importante que já calcou este nosso planeta, usava parábolas para que até as crianças o entendessem e que os seus discípulos falavam línguas estrangeiras, que não conheciam, para chegarem a todos. O Homem mais importante de todos, ensinava a humildade e tinha tempo e atenção para o mais leigo dos homens. Pois como muito bem dizia o Sr. Bispo Auxiliar: "quem ama tem tempo" e sempre um gesto de atenção, acrescento eu.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Amanhã será diferente
Um escuteiro deve ser um optimista. Mas confesso que às vezes não é fácil. Lembro-me frequentemente daquela frase que li: "um pessimista é um optimista informado". Porquê este pessimismo? Porque creio que seria de esperar que fossemos sempre melhorando um pouco a nossa sociedade. E olho para o nosso país actual e comparo com a situação que tinhamos há quinze, vinte anos atrás e não vejo que tenhamos caminhado nessa direcção... O desemprego quase duplicou. Grassa entre os jovens à procura da primeira colocação e entre aqueles que, tendo perdido o emprego, têm mais de 45 anos de idade e dificilmente voltarão a reentrar no mundo do trabalho. O número de famílias sobreendividadas aumentou imenso: imagino a angústia de ter de optar entre pagar a prestação da casa ou comprar, por exemplo, os livros escolares para os filhos. Quando dantes se falava em procurar empregos com futuro, hoje fala-se da cor dos recibos (geralmente é verde). Qualquer dia, as Finanças passam a vendê-los avulso, tal é a segurança com que se pode prever o futuro laboral. Atesta-se (!?) o depósito do carro e apetece perguntar se se pode pagar em 12 prestações. O fosso salarial entre os administradores das empresas e os funcionários alargou-se de tal forma que, à sua beira, os desvios entre os valores orçados para as obras públicas e os respectivos custos reais, são já irrelevantes. A saúde e o ensino, que deveriam ser tendencialmente gratuitos, estão hoje muito mais caros. Apesar de ouvirmos falar de reformas milionárias, obtidas ao final de apenas alguns anos, de políticos, banqueiros e gestores, perguntamos se a nossa, na velhice, será suficiente para pagar os PPR`s (as Papas, os Pijamas e os Remédios). Voltamos aos tempos da emigração: agora além dos menos qualificados, partem também os recém-licenciados à procura de uma oportunidade. Até os brandos costumes que eram apanágio do nosso país parecem estar a desaparecer: carjacking, roubos com violência, tiroteios à noite entre gangues, "coças" dentro de esquadras de polícia, serial killers (sim, o que hoje foi condenado a 25 anos de cadeia por matar 4 pessoas. Nota: levou esta pena porque já tinha estado preso e não se emendou - foi o azar dos 4 assassinados! Mas não se preocupem: se tiver bom comportamento deve sair ao fim de 8 anos)...Eu sei que o mundo mudou muito nestes anos. A globalização das economias é um facto. E conseguimos alguns avanços: a nossa integração na moeda única, o controlo da inflação e do défice público (a ver vamos), as nossas exportações dependem agora menos dos sectores tradicionais. Temos algumas empresas tecnologicamente avançadas e mais jovens com cursos superiores. Mas, se avançamos, o mundo andou mais depressa do que nós e a sensação que me fica é a de que ficamos claramente para trás.
E o panorama internacional agrava, e muito, o meu pessimismo. O aumento do preço do petróleo e dos produtos alimentares pode matar milhões à fome, enquanto os fundos de investimento (nomeadamente os que especulam com os preços do arroz) e os países produtores de petróleo, conseguem lucros recorde. Enquanto o mundo se prepara para enfrentar a crise financeira gerada pelo crédito subprime, os grandes gestores dos bancos americanos (que causaram o maremoto) pensam em como gastar os seus salários milionários. Enquanto o povo do Tibete é oprimido e violentado, nós preparamo-nos para os Jogos Olímpicos. Enquanto se praticam atrocidades no Zimbabwe, nós ratificamos o Tratado de Lisboa. Enquanto examinamos as consequências incertas do aquecimento do planeta no futuro, recusamos investir em remediar as necessidades certas e urgentes no Terceiro Mundo, como o fornecimento de água potável à população. Vou-me deitar. Pode ser que acorde com outros olhos.
E o panorama internacional agrava, e muito, o meu pessimismo. O aumento do preço do petróleo e dos produtos alimentares pode matar milhões à fome, enquanto os fundos de investimento (nomeadamente os que especulam com os preços do arroz) e os países produtores de petróleo, conseguem lucros recorde. Enquanto o mundo se prepara para enfrentar a crise financeira gerada pelo crédito subprime, os grandes gestores dos bancos americanos (que causaram o maremoto) pensam em como gastar os seus salários milionários. Enquanto o povo do Tibete é oprimido e violentado, nós preparamo-nos para os Jogos Olímpicos. Enquanto se praticam atrocidades no Zimbabwe, nós ratificamos o Tratado de Lisboa. Enquanto examinamos as consequências incertas do aquecimento do planeta no futuro, recusamos investir em remediar as necessidades certas e urgentes no Terceiro Mundo, como o fornecimento de água potável à população. Vou-me deitar. Pode ser que acorde com outros olhos.
domingo, 13 de abril de 2008
Frutos especiais
Esta semana fui ao supermercado. Ao passar na secção dos frutos, deparei-me com uma série deles que nunca antes houvera visto. Apuruis, bacuris, muricis, graviolas (não sei se eram estes que cito e que fui buscar à net, mas já não me lembro do nome dos que vi e fica bem pôr aqui uns nomes esquisitos). E os frutos que vi eram mesmo esquisitos. Confesso que se estivesse perdido na selva tropical, era capaz de morrer de fome à beira daquelas coisas, sem que me apercebesse que eram frutos comestíveis. Porque existem frutos que só alguns reconhecem. E se em vez de vegetais, falarmos de pessoas, as coisas ainda se complicam mais! Pequenos gestos, pequenos sinais...e que descoberta podemos fazer. Mas só se soubermos o que procuramos: um lobito dos do internato, que durante todo o tempo que durou a Homilia, no Domingo das Promessas, nunca deixou de estar sentado "colado" à Diana, cabeça encostada ao seu ombro, praticamente sem se mexer, quase se vendo o carinho a fluir. A Ana J., a juntar-se, com todo o à vontade, aos mais velhos, para cantar. O Rui Q., a tocar batuque para 150 pessoas. A Joana P., tão envergonhada que era, a falar para todo o Agrupamento. O Nelson, que está tão responsável, sempre presente na Missa, sempre preocupado em transmitir-me as notas da escola. O Paulo a pendurar-se no meu pescoço para se esconder dum colega, ele que era tão distante. Dar carinho a quem precisa dele; ajudar a crescer; dar atenção a quem grita por ela; desenvolver capacidades; incentivar e responsabilizar; transmitir confiança. Quem olha de fora, acredito que não veja nada de especial. Que não veja frutos. Para quem conhece aqueles miúdos, os frutos, mesmo pequenos, são dos mais saborosos do Mundo!
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